Palavras africanas no Português do Brasil

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Você sabia que há muitas palavras africanas no Português que falamos no Brasil? Elas estão presentes nos diferentes espaços da cultura brasileira. Mas como isso será que isso aconteceu? Que palavras são essas? Você vai se surpreender!

DICAS PARA NATIVOS OU ESTUDANTES DE PORTUGUÊS, COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NÍVEL: B1-C2

Tipps für Muttersprachler oder für jeden, der Portugiesisch als Fremdsprache lernt.

Estima-se que, entre os séculos XV e meados do XVIII, foram trazidos dezoito milhões africanos para o Brasil. Chamamos esta época de Período Colonial. Nele, seres humanos foram escravizados, torturados, desrespeitados de todas as formas ou mortos. A ganância da coroa portuguesa e de seus colonos não tinha limites. Leia mais sobre os Navios Negreiros aqui!

Em 1888, a princesa Isabel, enquanto substituia o pai que viajava pela Europa, assinou a Lei Áurea, abolindo assim, pelo menos oficialmente, a escravidão no Brasil. Em 15 de novembro de 1889, houve um Golpe Militar e a República foi proclamada e o Imperador Dom Pedro_II teve que ir para o exílio com sua família.

A população negra, liberta, não tinha direitos, nem políticos e muito menos à Educação. Era discriminação total. Racismo puro.

O Brasil de hoje é o país com mais descendentes africanos fora da África – 54% da população é afro-descendente, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2016). Uma população que ainda luta por direitos iguais. Novas leis criminalizam o racismo, porém ainda há muito a fazer em relação aos Direitos Humanos para todos os brasileiros, independente da raça, cor ou religião.

A herança cultural e linguística vinda dos povos africanos enriquece a língua portuguesa e fazem parte do cotidiano de todos os brasileiros. Veja alguma delas abaixo:

Abadá: originário da línga iorubá e utilizada para se referir às batas/túnicas brancas vestidas em rituais religiosos. Hoje em dia, a palavra é conhecida por se referir à camiseta de carnaval recebida na compra do ingresso para blocos de rua na Bahia.

Amas de leite: escrava que amamentava os filhos de seus senhores

Acarajé: do iorubá akarà-jẹakara (bolo de feijão) + ije (comida). É prato africano e afro-brasileiro delicioso, um bolinho feito com massa de  feijão-fradinho, cebola e sal, frito em azeite de dendê. Originalmente, é uma comida usada em ritual da orixá Iansã. Na África é chamado de àkàrà, que significa „bola de fogo“.

Axé: do iorubá àse, significa energia vital de cada ser. Na religião: Força, energia sagrada de cada orixá. Axé! Assim deseja-se felicidade a quem se cumprimenta ou se despede.A expressão muito usada na Bahia.

Babá: escrava que cuidadava dos filhos de seus donos. Hoje, profissão de mulheres negras ou brancas que cuidam das crianças de seus padrões.

Batuque: um tipo de tambor ou o nome dado à música. Pode ser também qualquer dança de origem africana, acompanhada de percussões, como o Samba.

Berimbau: do quimbundo mbirimbau, instrumento musical afro-brasileiro usado para dar a „ginga“ quando se joga capoeira.

Bobó: do jeje bobó, uma especialidade da culinária africana e afro-brasileira. É feita com feijão-mulatinho e azeite de dendê, servido com inhame ou aipim.

Borocoxô: do quicongo bolokotó. Diz-se quando uma pessoa está sem energia, sem ânimo ou triste.

Bugiganga: qualquer objeto de pouco ou de nenhum valor ou utilidade. É uma quinquilharia, bagatela.

Bunda: do quimbundo mbunda. Diz-se de uma língua falada por certas populações de Angola. No Brasil, usa-se para designar a zona das Nádegas.

Búzio: pode significar concha marinha, buzina, trompeta ou até mergulhador.

Cachaça: palavra tem origem na língua quicongo, do grupo banto (atualmente Congo, Angola e Moçambique). É uma bebida alcoólica feita de cana-de-açúcar, também chamada de água ardente ou pinga. Ela é usada no preparo do coquetel brasileiro mundialmente conhecido: a caipirinha.

Cachimbo: deriva do termo kixima de uma das línguas bantas mais faladas em Angola: o quimbundo. É um instrumento usado para fumar, normalmente, tabaco.

Caçula: Do quimbundo kazuli, que significa o último da família ou o mais novo.

Cafuné: acariciar/coçar a cabeça de alguém

Camundongo: do quimbundo kamundongo. É um rato pequeno, um ratinho.

Candomblé: a união do termo quimbundo candombe, que significa “dança com atabaques”, com o termo iorubá ilé ou ilê (casa): “casa de dança com atabaques”. É a religião de matriz africana mais praticada no Brasil. Por ter sido proibição no passado, aconteceu um sincretismo – a junção dos cultos do candomblé com o catolicismo. Até hoje, alguns católicos e praticantes do candomblé celebram juntos a lavagem de Senhor do Bonfim (no candomblé Águas de Oxalá) , Santa Bárbara (no candomblé Iansã), Nossa Senhora dos Navegantes (no candomblé Iemanjá).

Capanga: deriva do quimbundo “kappanga”, língua africana falada em Angola, e refere-se a uma pequena bolsa que se usa a tiracolo ou, por analogia, também um homem contratado como guarda-costas, que anda geralmente armado.

Capoeira: uma mistura de dança com arte-marcial criada no século XVII pelo povo escravizado da etnia banto e que se fundiu por todo o Brasil. O ritmo dos movimentos é dado através do som de instumentos musicais africano-brasileiros, cantos e palmas.

Carimbo: tem origem no quimbundo “kirimbu” ou “karimbu” e refere-se a um instrumento de metal, madeira ou borracha, que serve para marcar, geralmente, papéis de uso oficial ou particular (selo) e designa, também, a marca deixada por este mesmo instrumento.

Cochilar: do quimbundo koxila. Significa dormir por um curto tempo e de forma leve.

Cuíca: um instrumento, chamado em Angola de pwita, é semelhante a um tambor e contém uma haste de madeira interna e fixa. O som é produzido ao esfregar a haste com um pano úmido. Seu uso foi muito difundido na música popular brasileira e, por volta de 1930, passou a fazer parte das baterias das escolas de samba.

Dengo: palavra de origem banta (atualmente Congo, Angola e Moçambique) e língua quicongo tem um sentido mais profundo e ancestral: dengo é um pedido de aconchego no outro em meio ao duro cotidiano. Significa “manha”, “meiguice”, “lamentação infantil”.

Dendê: Do quimbundo ndende, óleo de palma, é popular nas culinárias africana e brasileira. O dendê é produzido a partir do fruto do dendezeiro (um tipo de palmeira originária do oeste da África) e é indispensável na cozinha afro-brasileira. Ele é utilizado em pratos como o vatapá, o acarajé e o caruru.

Escangalhar: significa desordem, confusão, destruição.

Farofa: do quimbundo “falofa”, é a farinha de mandioca ou farinha de milho escaldada ou torrada. Normalmente, ela é misturada com gordura ou na manteiga, e inúmeros ingredientes, tais como bacon, ovos, carne, legumes, por exemplo.

Fofoca: segundo a Faculdade de Letras de Lubumbashi, no Zaire, significa mexerico, bisbilhotice, dito maldoso, e tem origem banta, radicado no quimbundo “fuka”.

Fubá: da língua banta quimbundo Fuba, é uma farinha feita com milho ou arroz. Feijão e angu – creme feito apenas com fubá e água – eram a base da alimentação dos africanos e afro-brasileiros. Hoje, vários pratos e quitutes são preparados com o ingrediente, sendo o bolo de fubá o mais querido entre os brasileiros.

Foleiro: significa algo sem valor, de má qualidade ou mau gosto.

: de ginga, representa o balanço do corpo comum na Capoeira. Pode ser também designar coisa malfeita, que ameaça ruir.

Lambada: significa bater, castigar, ferir, atingir com golpe ou pancada. Designa o golpe dado com o chicote, tabica ou rebenque. Pode significar, também, o copo ou gole de uma bebida alcoólica. Lambada, representa uma dança de salão de origem amazônica.

Lengalenga: de origem angolana, do quimbundo “kulenga”, que significa correr, algo feito à pressa. Em Portugal e no Brasil, lengalenga é normalmente associado a uma conversa, fala ou narração extensa e enfadonha.

Manha: do crioulo cabo-verdiano manha, significa astúcia ou gula. Manha é a arte de conseguir o que deseja sem trabalho, com astúcia, destreza dolosa. Quando uma criança faz“manha“, significa que ela usa de alguma artimanha/ astúcia para conseguir o que se deseja.

Marimbondo: do quimbundo marimbondoma- (prefixo plural) + rimbondo (vespa). Designação dada a vários insetos himenópteros não reconhecidos como abelhas ou formigas, cujas fêmeas são munidas de um ferrão.

Missanga: do quimbundo “misanga”, plural de “musanga”, conta de vidro pequena e redonda, de louça ou massa de vidro, normalmente utilizada em bijutaria ou roupa. 

Moleque: Do quimbundo mu’leke, que significa “filho pequeno” ou “garoto”, era um modo de se chamar os seus filhos de mu’lekes. Antes da abolição da escravidão, por exemplo, designava o filho de um negro. Chamar um menino branco de “moleque” era uma grande ofensa. Atualmente, a palavra é atribuída a crianças traquinas e desobedientes, assim como para qualificar a personalidade de uma pessoa brincalhona ou que não merece confiança.

Mucamas: “escravas de estimação”. Costumavam acompanhar as senhoras (sinhás-donas) ou suas filhas (sinhás-moças) em passeios pelo campo ou cidade, além de desempenhar outras funções caseiras.

Muvuca: Mvúka, de origem banta e língua quicongo, significa aglomeração ruidosa de pessoas como forma de lazer, celebração.

Quiabo: do quimbundo kingombo. é o fruto do quiabeiro (Abelmoschus esculentus). Mesmo que muitas pessoas o considerem como um legume, o quiabo é uma fruta.

Quilombo: do quibunda kilombo. É um acampamento no mato em Angola. No Brasil, o lugar para onde os escravos fugiam, um esconderijo.

Quitanda: Do termo quimbundo kitanda, trata-se de um pequeno estabelecimento onde se vende produtos frescos, como frutas, verduras, legumes, ovos, etc.

Quitute/ quitutes: do quicongo kilute. Trata-se de iguarias, guloseimas, meiguices, petiscos, pitéus.

Samba: do quimbundo “semba”. É o nome dado ao famoso ritmo de dança afro-brasileiro.

Tanga: do quimbundo ntanga, um pano que cobre desde o ventre até as coxas. No Brasil, é uma roupa íntima, normalmente feminina pequena que dá destaque ao bumbum. Pode ser um traje de banho também parecido com um biquini.

Zumbi: do quimbundo nzumbi. É um morto-vivo, uma pessoa que morreu e ressucitou, é apenas um corpo sem alma. No Brasil, conhecemos o herói da resistência negra: o Zumbi dos Palmares. Ele foi um escravo brasileiro, que nasceu na cidade de Palmares, em Alagoas. Com a ajuda de um missionário, fugiu para a Europa, retornando ao Brasil tempos depois para lutar pela liberdade de sua gente. Zumbi tornou-se uma lenda no Nordeste, mas acabou sendo morto pelos portugueses, que cortaram sua cabeça e colocaram como exposição em uma praça pública, demonstrando que Zumbi não era um ser imortal.

Você conhece mais palavras de origem africana? Mande sua dica para nós!

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16.11: Dia Internacional da Tolerância

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Você sabia que hoje é o Dia Internacional da Tolerância?

Por que existe este dia?

Aprenda a dizer „tolerância“ em outras línguas.

Comemoramos hoje o Dia Internacional da Tolerância (Em alemão: „Internationaler Tag der Toleranz“) e, por incrível que pareça, ainda existem pessoas que não aceitam quem é, pensa ou age diferente delas. Isto é realmente muito triste.

Felizmente, na natureza nada se cria, tudo se transforma, inclusive nós. Precisamos ter esperança por dias melhores e na transformação positiva das pessoas.

Em alguns lugares do mundo há mais tolerância que em outros. Em alguns se pode viver como se gosta, dizer o que sente, ser quem relamente se é, sem precisar se esconder. Já em outros, mostrar-se é proibido, vergonhoso, pecaminoso, inaceitável, criminoso.

Para nos levar a uma reflexão sobre nossos preconceitos criou-se este dia. Será que somos realmente tão tolerantes, como falamos? Aceitamos realmente o outro como ele é, pensa e vive?

Às vezes, é realmente difícil, mas precisamos tentar discriminar menos e aceitarmos a pessoa ao nosso lado como ela é. Trocando ideias, argumentos, experiências de vida. Vamos conviver com ela, respeitá-la e aprender a amá-la desse jeitinho especial que só ela tem.

E você? Já passou por alguma situação de discriminação? Já foram intolerantes com você por algum motivo? Escreva para nós nos comentários!

DICA LEGAL

Para aprender a pronúncia correta da palavra TOLERÂNCIA em português e em outras línguas, clique no dicionário online abaixo, digite a palavra, clique na língua desejada e no símbolo do áudio para escutar:

PONS.EU

15.10: Feliz Dia dos Professores🥳 Glücklicher Lehrertag🥳Happy Teachers Day🥳Feliz Día de los Profesores👏BRASIL👏

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Por: M. Fábia P. V. Willems

Queridas heroínas e queridos heróis do nosso Brasil,

Feliz Dia dos Professores!

Muito obrigada por seu amor e dedicação! 

Todo o nosso carinho e respeito a cada um de vocês.

Dedicamos-lhes esses lindos versos de Cora Coralina:

Uyuni Salt Flat, Bolivia  Photo by Diego Aguilar on Unsplash

ELEVAR 

Professor, “sois o sal da terra e a luz do mundo”.
Sem vós tudo seria baço e a terra escura.
Professor, faze de tua cadeira,
a cátedra de um mestre.
Se souberes elevar teu magistério,
ele te elevará à magnificência.
Tu és um jovem, sê, com o tempo e competência,
um excelente mestre.

Meu jovem Professor, quem mais ensina e quem mais aprende?
O professor ou o aluno?
De quem maior responsabilidade na classe,
do professor ou do aluno?
Professor, sê um mestre. Há uma diferença sutil
entre este e aquele.
Este leciona e vai prestes a outros afazeres.
Aquele mestreia e ajuda seus discípulos.
O professor tem uma tabela a que se apega.
O mestre excede a qualquer tabela e é sempre um mestre.
Feliz é o professor que aprende ensinando.
A criatura humana pode ter qualidades e faculdades.
Podemos aperfeiçoar as duas.
A mais importante faculdade de quem ensina
é a sua ascendência sobre a classe
Ascendência é uma irradiação magnética, dominadora
que se impõe sem palavras ou gestos,
sem criar atritos, ordem e aproveitamento.
É uma força sensível que emana da personalidade
e a faz querida e respeitada, aceita.
Pode ser consciente, pode ser desenvolvida na escola,
no lar, no trabalho e na sociedade.
Um poder condutor sobre o auditório, filhos, dependentes, alunos.
É tranquila e atuante. É um alto comando obscuro
e sempre presente. É a marca dos líderes.

A estrada da vida é uma reta marcada de encruzilhadas.
Caminhos certos e errados, encontros e desencontros
do começo ao fim.
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
O melhor professor nem sempre é o de mais saber,
é sim aquele que, modesto, tem a faculdade de transferir
e manter o respeito e a disciplina da classe.

12.10 DIA DAS CRIANÇAS NO BRASIL (Kindertag in Brasilien – Kids Day in Brazil): Poesia „O direito das crianças“, de Ruth Rocha

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🎈 FELIZ DIA DAS CRIANÇAS🎈
 
Queridos amigos,
 
Que a criança dentro de nós esteja SEMPRE viva‼️
Cheios de esperança e brilhantes estejamsempre nossos olhinhos😀
Cheios de amor e perdão, os nossos corações.
💓+💓=💓²
 
Um forte abraço,
 
Fabinha & Mani
LINGUACULTURAX.COM
 

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O direito das crianças (de Ruth Rocha)

O direito das crianças, Ruth Rocha [Draw my life] – Créditos: oficialibab

O Direito das Crianças


Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.


Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.


Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.


Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.


Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir…


Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.


Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.


Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!


Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!


Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.


Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa…
Contar estrelas no céu…


Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro quente
.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.


Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura…
Alguém para querer bem…


Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.


Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreira de saúva,
Sentir o cheiro do mar.


Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.


Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada…
Falar pelos cotovelos.


E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinha,
Sensação de bem-estar…
De preferência um celinho.


Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar…

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!!!

Ruth Rocha

Aprenda a Oração do „Pai Nosso“ em várias línguas (Vater Unser – Our Father – Padre nuestro – Padre nostro…)

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Em momentos difíceis, uma oração pode nos consolar e dar esperança: Pai Nosso! A oração mais importante dos cristãos. Com ela, diversos povos aprenderam como falar com Deus de uma forma mais simples e direta. Veja no post de hoje como orar, (ou „rezar“ se preferir) em várias línguas através de vídeos e áudios. Que Deus abençoe nossos caminhos e nos faça instrumento de sua paz. Amém!

Na bíblia, encontramos duas versões da oração do „Pai Nosso“. Podemos encontrá-las no Novo Testamento:

Dependendo da tradução, Deus é tratado de uma forma mais

  • informal („tu“) ou
  • fomal („vós“).

Você sabe quem nos ensinou esta oração? Ainda não? Pois foi Jesus Cristo, considerado pelos cristãos o Filho de Deus. Saiba mais detalhes clicando aqui!

Então vamos aprender o „Pai Nosso“ em várias línguas?

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Eleições na Alemanha 2021 (Wahlen in Deutschland) – Entenda com são e treine frases sobre o tema

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Neste Post, vamos ver como funcionam as eleições na Alemanha e aprender palavras relacionadas ao tema. Também formaremos algumas frases no presente, no passado e no futuro. Extras: Curiosidades, Dicas de vídeos e de Leitura.

Divirta-se! (Viel Spaß!)

PALAVRA DO DIA

A palavra do dia é ELEIÇÕES: WAHLEN

Em português dizemos:

  • a eleição
  • as eleições

Em alemão seria:

  • die Wahl (Pronuncia-se: „vál“)

Lembreve-se de duas coisas: a) o A é longo, porque depois dele vem um H; b) o L alemão (sem vogal!), é como L dos portugueses, isto é, semelhante ao L do inglês! Você fala „él“, levantando a pontinha da língua para atrás dos dentes superiores!

  • die Wahlen (Pronuncia-se: „vá-len“)

Lembre-se das dicas anteriores e que o EN no final da palavra soa como o EN de ENGANO!

Quer ouvir a pronúncia? Então clique aqui para ter acesso ao Dicionário Online DUDEN (O maior e melhor dicionário do alemão). Depois é só clicar no símbolo do áudio. Escute e repita.

O verbo „eleger“ ou „votar“ é „wählen“. Se quiser ouvir a pronúncia e ver sua conjugação, clique aqui!

Vamos ver algumas frases, usando este vocabulário?

FRASES EM ALEMÃO (SÄTZE AUF DEUTSCH)

FRASES NO PRESENTE – GEGENWART/ PRÄSENS:

  • Die Deutschen wählen heute. (Os alemães votam hoje.)
  • Heute wählen die Deutschen. (Hoje os alemães votam.)
  • Die aktuele Bundeskanzlerin heißt Angela Merkel. (A atual chanceler se chama Angela Merkel.)

FRASES NO PASSADO (Pretérito perfeito) – PERFEKT:

  • Die Deutschen haben heute gewählt. (Os alemães votaram hoje.)
  • Heute haben die Deutschen gewählt. (Hoje os alemães votaram.)
  • Von 2005 bis 2021 hieß die Bundeskanzlerin Deutschlands Angela Merkel. (De 2002 até 2021 a chanceler da Alemanha chamava-se Angela Merkel.)

FRASES NO FUTURO – FUTUR I

  • Die Deutschen werden heute wählen. (Os alemães vão votar hoje. / Os alemães votarão hoje.)
  • Wer wird Bundeskanzler oder Bundkanzlerin? (Quem vai ser o ou a chanceler da Alemanha?/ Quem será o ou a chanceler da Alemanha?)
  • Bald werden wir wissen, wer Bundeskanzler oder Bundeskanzlerin wird. (Em breve vamos saber quem vai ser chanceler. / Em breve saberemos quem será chanceler.

CURIOSIDADES

Você sabia que…

  • a Alemanha é uma República Federativa, como o Brasil?
  • na Alemanha vivem 83,16 milhões de pessoas (Einwohner)? (2020 – Statista.com)
  • cerca de 60,4 milhões de pessoas votaram hoje?
  • o povo alemão (das Deutsche Volk) não escolhe diretamente quem será o seu maior representante?
  • o chanceler ou a chanceler federal (der Bundeskanzler / die Bundeskanzlerin) está à frente do governo federal. Juntamente com os ministros e as ministras federais, ele ou ela compõe o governo federal, o gabinete ministerial.
  • o Parlamento (der Bundestag) – é eleito a cada quatro anos pelos cidadãos e cidadãs (der Bürger / die Bürgerin).
  • O presidente federal (der Bundespräsident) é o primeiro cidadão no Estado. A função protocolar mais importante é desempenhada pelo presidente federal ou pela presidente federal. Ele ou ela não é eleito/a pelo voto popular, mas sim pela Assembleia Federal, convocada especificamente para esse fim.

Quer saber mais sobre este tema? Então assista ao vídeo abaixo:

COMO FUNCIONAM AS ELEIÇÕES NA ALEMANHA?

Para podermos entender como funcionam as eleições na Alemanha, selecionamos dois vídeos para você.

O primeiro é da Deutsche Welle, é em inglês, mas com legenda em Português. O segundo é uma reportagem da Tv Band.

Vamos lá?

Vídeo 1

Como funcionam as eleições na Alemanha? Créditos: DW Brasil no Youtube


Vídeo 2

Créditos: Band Jornalismo no Youtube

DICAS DE LEITURA

Centenário de Paulo Freire: Educação para Todos!

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Hoje vamos falar sobre Paulo Freire, o Brasil e Educação. Veja também nossas Dicas de Leitura & Vídeos!

Paulo Freire (1921-1997), o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Nasceu no Recife, em Pernambuco. Foi advogado, filósofo e professor.

Freire é conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos, que desenvolveu em 1963. Ele é composto em 40 horas e baseado na realidade dos alunos. A cidade escolhida foi Angicos, no Rio Grande do Norte. O número de alunos: 300 pessoas. Todos trabalhadores de canaviais locais. Veja em nossas Dicas de Vídeos uma reportagem sobre o Método Paulo Freire!

O objetivo da pedagogia freireana é colaborar para que alunos e alunas desenvolvam o senso crítico, ou seja, tenham a capacidade de entender melhor o mundo e se expressar diante dele. É a pedagogia da autonomia, da esperança e do amor que liberta, no sentido de as pessoas terem as capacidades de se libertarem das opressões que insistem em calá-las.

Através dos estudos, o povo entenderá sua situação de oprimido, aprenderá que existem leis que pode protegê-lo e agirá em favor da própria libertação. Por isso, foi considerado pelo Regime Militar, que calou o Brasil de 1964 a 1985, um comunista, sendo perseguido.

O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Referência mundial em qualidade do ensino, a Finlândia conta, desde 2007, com um espaço dedicado a discutir a obra do educador brasileiro. O Centro Paulo Freire Finlândia fica na cidade de Tampere. Há centros de estudos semelhantes, todos batizados com o nome do brasileiro, na África do Sul, na Áustria, na Alemanha, na Holanda, em Portugal, na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá.

Em vida, foi homenageado por pelo menos 35 universidades de todo o mundo — entre as quais a de Bolonha, na Itália; a de Estocolmo, na Suécia; a de Genebra, na Suíça; a de Lisboa, em Portugal; as de Massachusetts e a de Illinois, nos Estados Unidos . O brasileiro também foi reverenciado pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura, com o Prêmio Educação para a Paz, em 1986.

Freire não é bem aceito pela extrema direita que governa o Brasil atualmente. Por quê? Justamente porque sua filosofia libertadora não admite a doutrinação da pedagogia dos opressores, ou seja, da elite que o presidente serve.

No ano passado, atribuiram a Paulo Freire a culpa pelos problemas educacionais brasileiros. O presidente Bolsonaro chegou a chamá-lo de „energúmeno“.

Realmente, chamar Paulo Freire de energúmeno só pode vir de um energúmeno!

Vamos continuar falando sobre método freireano. Ele foi e ainda é muito disseminado em países europeus e nos Estados Unidos, principalmente nos países que costumam se destacar em avaliações educacionais, como a Finlândia.

No Brasil, o atual governo cortou investimentos para a educação, colabora para o sucateamento das escolas públicas, pelos péssimos salários dos professores. A esquerda diz ter outras prioridades mais graves, como alimentar milhões de miseráveis.

Certamente, não deve ser nada fácil administrar um país gigantesco, como o nosso, porém deveria ser prioridade criar investimentos para uma educação de qualidade, também para os filhos da empregadas domésticas, dos porteiros, ambulantes e população de baixa renda em geral. Só assim, o Brasil chegará onde tanto sonha: ser uma das economias mais importantes do mundo.

A educação liberta. Da pobreza e da ignorância.

FRASES DE PAULO FREIRE

„Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.“

„Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.“

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na „ação-reflexão.“

„Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.“

“A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.”

„Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica.“

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.”

„Amar é um ato de coragem.“

DICAS DE VÍDEOS SOBRE PAULO FREIRE

  • Documentário „40 Horas na Memória“ (33:50) – No ano de 1963, o Sertão Central do Rio Grande do Norte vivenciava a experiência pioneira na alfabetização de jovens e adultos com o Projeto 40 Horas de Angicos, idealizado pelo educador Paulo Freire. Para resgatar essa experiência e celebrar os 50 anos da iniciativa, em 2013, a Assessoria de Comunicação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) produziu o documentário “40 Horas na Memória: Resgate da Experiência dos Alunos de Paulo Freire em Angico/RN”.

DICAS DE LEITURA

Alguns livros publicados por Paulo Freire:

• Educação como prática da liberdade (1967)
• Pedagogia do Oprimido (1968)
• Extensão ou Comunicação? (1969)
• Ação cultural para a liberdade e outros escritos (1975)
• Educação e mudança (1976)
• Cartas à Guiné- Bissau. Registro de uma experiência em processo (1977)
• Conscientização: Teoria e prática da libertação (1980)
• A importância do ato de ler, em três artigos que se completam (1982)
• A educação na cidade (1991)• Pedagogia da Esperança. Um reencontro com a pedagogia do oprimido (1992)
• Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar (1982)
• Cartas à Cristina (1994)
• À sombra desta mangueira (1995)
• Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa (1997)
• Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos (2000) – obra publicada após o falecimento de Paulo Freire.

7 de setembro tenebroso e o discurso de Luis Fux do STF na íntegra

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Era para ser um 7 de Setembro para comeramoramos a Indendência do Brasil, o dia em que, finalmente, nós brasileiros ficamos livres das correntes de Portugal. Há 199 anos atrás, o Brasil comemorou sua liberdade.

Desde criança víamos este dia como um dia de festa, com bandinhas tocando, desfiles nas ruas, bandeirinhas balançando exuberantes em verde e amarelo. Mas, de repente, tudo mudou. A pandemia chegou, o povo morrendo, empregos sumindo, fome crescendo, água acabando, gás aumentando, o presidente doidivando e todos, chocados, só olhando.

As ameaças do Presidente da República à Suprema Corte, especialmente a dois de seus ministros, chegou ao seu auge. Inclusive, o „chefe“ da nossa nação disse que vai ignorar todas as decisões judiciais de Alexandre de Moraes. Afinal, ele está acima de todos e „não será preso“.

Hoje, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, se pronunciou depois do discurso golpista de Bolsonaro.

No plenário, Fux afirmou que „ninguém fechará“ a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

Aguardemos o gran finale dos tempos tenebrosos. Paz, patriotas.

Veja o discurso completo de Fux e leia a íntegra do pronunciamento abaixo:

#Bolsonaro #Fux #STF #7desetembro
Luiz Fux faz pronunciamento após ameaças de Bolsonaro ao STF em atos de 7 de Setembro – Créditos: UOL


“PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO LUIZ FUX, PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA:

O Brasil comemorou, na data de ontem, 199 anos de sua independência. Em todas as capitais e em diversas cidades do país, cidadãos compareceram às ruas. O país acompanhou atento o desenrolar das manifestações e, para tranquilidade de todos nós, os movimentos não registraram incidentes graves.

Com efeito, os participantes exerceram as suas liberdades de reunião e de expressão – direitos fundamentais ostensivamente protegidos por este Supremo Tribunal Federal.

Nesse ponto, é forçoso enaltecer a atuação das forças de segurança do país, em especial as polícias militares e a Polícia Federal, cujos membros não mediram esforços para a preservação da ordem e da incolumidade do patrimônio público, com integral respeito à dignidade dos manifestantes.

Destaque-se, por seu turno, o empenho das Forças Armadas, dos governadores de Estado e dos demais agentes de segurança e de inteligência pública, que monitoraram em tempo real todas as manifestações, permitindo assim o seu desenrolar com ordem e paz.

De norte a sul do país, percebemos que os policiais e demais agentes atuaram conscientes de que a democracia é importante não apenas para si, mas também para seus filhos, que crescerão ao pálio da normalidade institucional que seus pais contribuíram para manter.

Este Supremo Tribunal Federal também esteve atento à forma e ao conteúdo dos atos realizados no dia de ontem. Cartazes e palavras de ordem veicularam duras críticas à Corte e aos seus membros, muitas delas também vocalizadas pelo senhor presidente da República, em seus discursos em Brasília e em São Paulo.

Na qualidade de chefe do Poder Judiciário e presidente do Supremo Tribunal Federal, impõe-se uma palavra de patriotismo e de respeito às instituições do país.

Nós, magistrados, ministras e ministros do Supremo Tribunal Federal, sabemos que nenhuma nação constrói a sua identidade sem dissenso.

A convivência entre visões diferentes sobre o mesmo mundo é pressuposto da democracia, que não sobrevive sem debates sobre o desempenho dos seus governos e de suas instituições.

Nesse contexto, em toda a sua trajetória nesses 130 anos de vida republicana, o Supremo Tribunal Federal jamais se negou – e jamais se negará – ao aprimoramento institucional em prol do nosso amado país.

No entanto, a crítica institucional não se confunde – e nem se adequa – com narrativas de descredibilização do Supremo Tribunal Federal e de seus membros, tal como vem sendo gravemente difundidas pelo Chefe da Nação.

Ofender a honra dos ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas e ilícitas, intoleráveis, em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumirmos uma cadeira nesta Corte.

Infelizmente, tem sido cada vez mais comum que alguns movimentos invoquem a democracia como pretexto para a promoção de ideais antidemocráticos.

Estejamos atentos a esses falsos profetas do patriotismo, que ignoram que democracias verdadeiras não admitem que se coloque o povo contra o povo, ou o povo contra as suas instituições.

Todos sabemos que quem promove o discurso do „nós contra eles“ não propaga democracia, mas a política do caos.

Em verdade, a democracia é o discurso do „um por todos e todos por um, respeitadas as nossas diferenças e complexidades“.

Povo brasileiro, não caia na tentação das narrativas fáceis e messiânicas, que criam falsos inimigos da nação.

Mais do que nunca, o nosso tempo requer respeito aos poderes constituídos. O verdadeiro patriota não fecha os olhos para os problemas reais e urgentes do país. Pelo contrário, procura enfrentá-los, tal como um incansável artesão, tecendo consensos mínimos entre os grupos que naturalmente pensam diferentes. Só assim é possível pacificar e revigorar uma nação inteira.

Imbuído desse espírito democrático e de vigor institucional, este Supremo Tribunal Federal jamais aceitará ameaças à sua independência nem intimidações ao exercício regular de suas funções.

Os juízes da Suprema Corte – e todos os mais de 20 mil magistrados do país – têm compromisso com a sua independência, assegurada nesse documento sagrado que é a nossa Constituição, que consagra as aspirações do povo brasileiro e faz jus às lutas por direitos empreendidas pelas gerações que nos antecederam.

O Supremo Tribunal Federal também não tolerará ameaças à autoridade de suas decisões. Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos poderes, essa atitude, além de representar um atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional.

Num ambiente político maduro, questionamentos às decisões judiciais devem ser realizados não através da desobediência, não através da desordem, não através do caos provocado, mas decerto pelos recursos que as vias processuais oferecem.

Ninguém, ninguém fechará esta Corte.

Nós a manteremos de pé, com suor, perseverança e coragem. No exercício de seu papel, o Supremo Tribunal Federal não se cansará de pregar fidelidade à Constituição e, ao assim proceder, esta Corte reafirmará, ao longo de sua perene existência, o seu necessário compromisso com o regime democrático, com os direitos humanos e com o respeito aos poderes e às instituições deste país.

Em nome das ministras e dos ministros desta Casa, conclamo os líderes do nosso país a que se dediquem aos problemas reais que assolam o nosso povo: a pandemia, que ainda não acabou e já levou para o túmulo mais de 580 mil vidas brasileiras, e levou a dor a estes familiares que perderam entes queridos; devemos nos preocupar com o desemprego, que conduz o cidadão ao limite da sobrevivência biológica; nos preocupar com a inflação, que corrói a renda dos mais pobres; e a crise hídrica, que se avizinha e que ameaça a nossa retomada econômica.

Esperança por dias melhores é o nosso desejo e o desejo de todos, mas continuamos firmes na exigência de narrativas e comportamentos democráticos, à altura do que o povo brasileiro almeja e merece.

Não temos mais tempo a perder.

Prefiro feijão, vacina no braço e livro na mão! Fuzil, não!

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Feijão ou fuzil? Eis a questão!

Mas por que estão falando sobre isso nas redes sociais? Entenda a confusão política de comida X arma e receba Dicas de Leitura, Cinema em Casa para as crianças e Culinária Brasileira – Tudo com o astro dos últimos dias: o feijão.

Nesta semana apareceu a polêmica que gerou mais hastags famosos no Twitter: #prefirofeijão ou #prefirofeijao

Mas por que isso?

Tudo começou quando o Presidente do Brasil soltou mais uma das suas: Dizer que só um „idiota“ deixa de comprar um fuzil para comprar feijão.

Veja o vídeo e ouça bem as palavras de quem está fazendo churrasco de picanha com os amigos ruralistas milionários, enquanto o povo entra na fila do osso para fazer uma sopa:

Créditos: Band Jornalismo

Trancrição:

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Um povo armado jamais será escravizado. Tem um idiota que diz: cê tem que comprar feijão. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”.

Motivar a população a comprar armas, em meio a uma crise inconstituional é um absurdo! Mais urgente seriam se empenhar para pôr, por exemplo:

  • comida no prato,
  • vacina no braço e
  • livro na mão das pessoas

Seria mais útil se tivesse o mesmo empenho para criar mecanismos a fim de

  • gerar mais empregos,
  • diminuir a inflação
  • baixar o preço dos alimentos, do gás de cozinha, da gasolina, da água, da energia elétrica e
  • melhor da economia.

Enquanto Bolsonaro „viaja“ em suas alucinações, sem se solidarizar com o povo, mesmo dizendo-se cristão roxo! Os preços só aumentam e a inflação não parece incontrolável, assim como ele.

Excelentíssimo Presidente, nós, com certeza, preferimos: feijão!

NOSSA DICA MUSICAL DE HOJE:

Já diz o velho ditado: „Quem canta, seus males espanta!“

Pois cantemos:

O Preto Que Satisfaz (Feijão Maravilha) – As Frenéticas – Para ver a letra da música clique aqui!

NOSSAS DICAS ESPECIAIS: TUDO COM FEIJÃO 🙂

Para ler (adultos):

Para cozinhar

Para ler (infantil)

João e o Pé-de-Feijão, o conto inglês, que contem muitas outras narrativas tradicionais, possui diversas versões. A mais conhecida, de Joseph Jakobs, datada de 1890 corresponde ao primeiro link da nossa lista. Divirtam-se!

Para imprimir:

Nosso Arquivo no Pinterest: Atividades P/ Crianças (em português) | Veja também outros arquivos para o ensino e aprendizagem de línguas, principalmente de Português e Alemão – pinterest.de/linguaculturaxfabia/

Para assistir, comendo pipoca (Infanto-Juvenil)

Aprenda a dizer „Bom Fim de Semana“ em outras línguas (Lerne zu sagen „Schönes Wochenende“ in anderen Sprache – Say „good weekend“ in other languages)

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Por: M. Fábia P. V. Willems

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