BOMBANDO: Prêmio Camões – vaia a Ministro da Cultura do Brasil & aplausos a escritor

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Por: M. Fábia P. V. Willems

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Você viu o babafá que deu durante a entrega do Prêmio Camões ao maior escritor brasileiro da atualidade, Raduan Nassar?

Vou lhe contar o sucedido e mostrar dois vídeos para você se interar e tirar suas próprias conclusões.

Uma comissão julgadora, composta por representantes do Brasil, de Portugal e de países africanos de língua oficial portuguesa, avalia anualmente autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP pelo conjunto de sua obra e lhe concede a um deles o Prêmio Camões  e  o valor 100 mil euros por sua contribuição para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural de nossa língua. Nassar foi escolhido por unanimidade e se tornou o 12º brasileiro.

O evento ocorreu este ano em São Paulo, na sexta, dia 17, no jardim do Museu Lasar Segall para umas 60 pessoas.

A presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo, abriu o evento, errando o sobrenome do autor ao apresentá-lo, mas foi logo corrigida por ele.

Raduan Nassar, 81, agradeceu pelo prêmio a Portugal, embora tenha dito não conseguir entender os parâmetros usados para a escolha.

Num certo momento, pediu desculpas por precisar esclacer ao mundo o que está acontecendo atualmente com a democracia no Brasil.

Nassar toca na ferida aberta da sociedade brasileira: O impedimento da Presidente Dilma Rousseff. Afinal, foi um Golpe ou não?

Nassar numerou alguns fatos ocorridos nos últimos meses para comprovar, segundo ele, o Golpe de Estado ocorrido no país. Citou alguns dos caminhos antidemocráticos usados pelo Governo de Michel Temer  para chegar ao poder, acusando-o de repressor – “contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim” – e de ser “atrelado ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro”.

Terminou seu discurso dizendo que não poderia ficar calado diante de tal situação.

Após o escritor descer do púpito, ao som de aplausos de seus fãs, representantes do Governo português e da imprensa, é a vez do Ministro da Cultura Roberto Freire se manifestar.

Ao som do canto dos passarinhos, Freire discursa e, ao ser interrompido por risos irônicos e gritos de protesto do público, esquece onde e com quem está, assim como o porquê do evento e perde a compostura. O Ministro da Cultura desqualifica Nassar e é vaiado. Continua tentando dar aula de História e de Direito Constitucional,  ataca a platéia e tenta humilhar aqueles que têm um conceito de democracia diferente do dele.

O “ministro da cultura”, que se enfurece.

Imagine agora um cara de paletó e gravata, metido a fino “botando boneco”! É assim que descreveriam os cearenses o comportamento de Roberto Freire. Ele “roda a baiana” e cuspe fogo durante o discurso ofensivo que deveria ser em homenagem ao Autor do Ano 2106.

Pois a nós só resta homenagear nosso escritor querido por seu prêmio e seu talento em retratar a beleza e as mazelas da sociedade brasileira.

Parabéns Raduan Nassar!

 

Confira você mesma(o) os vídeos do evento, de dois ângulos diferentes logo abaixo.

Aproveite para informar-se melhor sobre os tem as aqui citados,  consultando nossas Dicas de Leitura!

 

Em prêmio, Raduan Nassar faz duras críticas ao governo e gera bate-boca com o ministro – Estadão (Youtube)

Raduan Nassar – Discurso contra Temer que irritou o ministro da Cultura – CANAL K (Youtube)

 

Algumas Curiosidades

 

1)Nassar Raduan

2)Os brasileiros já premiados com o Camões foram

  • João Cabral de Melo Neto, em 1990,
  • Rachel de Queiroz (1993),
  • Jorge Amado (1994),
  • António Cândido (1998),
  • Autran Dourado (2000),
  • Rubem Fonseca (2003),
  • Lygia Fagundes Telles (2005),
  • João Ubaldo Ribeiro (2008),
  • Ferreira Gullar (2010),
  • Dalton Trevisan (2012) e
  • Alberto da Costa e Silva (2014).

3) “Das Brot des Patriarchen”, Ein Glas Wut” e Mädchen auf dem Weg” são os nomes das 3 obras de Nassar em alemão. Já sabe qual é qual? Além delas, pode-se ler em alemão também “Nachahmung und Eigenwert” (A corrente do esforço humano), ensaio, tradução de Ray-Güde Mertin. In —, Meyer-Clason, Curt (org.). Lateinamerikaner über Europa. Frankfurt, Suhrkamp, 1987. Inédito em português.

 

Dicas de Leitura

 

Lavoura Arcaica    Um Copo de Cólera  Menina a Caminho

        Romance (1975)               Novela  (1978)              Contos (1997)

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Abertura das Olimpíadas Rio2016 & “A Flor e a Náusea” de Carlos Drummond

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Por: M. Fábia P. V. Willems

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A Abertura das Olimpíadas Rio2016 foi tecnologicamente pomposa, cheia de ritmo, luzes e cores, mostrando também preocupação ambiental e alguns versos emocionantes de “A Flor e a Náusea” do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade.

Os organizadores do grande show gastaram o dinheiro que não tinhamarl, mas tentaram investir cada centavo para mostrar um Brasil pós-moderno, jovem,  livres de preconceitos racionais ou musicais e que, apesar da grande crise assoladora, continua acreditando no futuro.

Com as emoções à flor da pele,  os sentimentos dos brasileiros divergem entre si: uns são só elogios, outros só repulsa. Há quem tenha adorado a apresentação, mas também quem a considere ridícula. Tudo ostentação? Seja qual for a sua opinião a respeito, consideremos só esta última palavra: Respeito. Tenhamos respeito pelos atletas, amigos e familiares que são fãs do evento!

O ódio está dizimando o que existe de melhor dentro de nós! Por isso, assim  como a flor no poema de Drummond, o amor precisa voltar a brotar dentro de nós.

Segue o poema na íntegra para não nos esqueçamos quem somos, desta vez recitado por um grande ator: Carlos Vereza.

Emocione-se você também!

 

Vídeo: Vimeo.com

 

A flor e a náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade,
Publicado em “A Rosa do Povo” (1945)

 

 

Nossas dicas de hoje:

 

Leia a Biografias de Carlos Drummond de Andrade

Nome:
Carlos Drummond
de Andrade

Nascimento:
31/10/1902

Natural:
Itabira – MG

Morte:
17/08/1987

 

Leia, veja, ouça & emocione-se com…

 

Prepare-se para o Vestibular

 

Treines seu alemão, acompanhando as Olimpíadas Online nesta língua

  • Offizielle Homepage – Olympische Sommerspiele Rio-2016 in PT (Portugiesisch); EN (Englisch); ES (Spanisch); FR (Französisch)

 

BOMBANDO: Menino de rua recita “E agora José?” de Drummond e surpreende a todos

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Por M. Fábia P. V. Willems

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Era noite e lá iam pelas ruas mais manifestantes num Brasil turbulento. Alguns param para ouvir a voz que clamava:

E agora José?

A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?

É assim que um menino de rua começava a recitar um dos poemas mais conhecidos do grande poeta modernista brasileiro. Era Carlos Drummond de Andrade!

Ele continuava:

e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Todos achavam lindo e ficavam pasmos, mas eu me pergunto: Quem cuidou desse pobre José depois? Quem lhe deu um prato de comida ou um suco para beber? Quem perguntou o seu nome completo? Quem tentou encontar sua família ou o que restou dela? Quem lhe devolveu a dignidade?

Atenção Rede Record, Rede Globo, Band, SBT, Rede Tv, Tv Cultura, pessoal dos Direitos Humanos ou dos Direitos das Crianças:

Nós queremos saber! Quem é esse menino? Quem é esse José das ruas?

Brasil, ouça seu clamor! Ouçamos todos:

 

E AGORA, JOSÉ? Vitor, menino de rua, recita poema de Carlos Drummond de Andrade.

Veja agora o poema na voz do poeta Drummond

Carlos Drummond de Andrade – “E Agora, José?”

Se não conseguir visualizar o vídeo, clique aqui!

 

Sites com artigos e reportagens interessantes para você:

 

Raquel Bispo: A escritora brasileira de 7 anos (die siebenjährige Schriftstellerin aus Brasilien)

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Por: M. Fábia P. V. Willems

Klicken Sie hier um diesem Artikel auf Deutsch zu lesen! (Clique aqui para ler o artigo em alemão)

Raquel Bispo. Você já ouviu falar desta menina? Não? Pois já está na hora.

Esta é uma história curiosa de uma brasileirinha que escreveu seu primeiro livro aos 7 anos e está fazendo o maior sucesso. Leia quem é ela, de onde vem, o que faz, o que escreveu e o que pretende realizar em sua vida. Uma menina carismática que também vai conquistar você e toda a criançada. Assista às reportagens selecionadas e, se for professor(a), poderá usar o material didatizado gratuitamente quando quiser.

Boa leitura!

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“Ninguém Segura Essa Menina”

Este é o nome do primeiro livro de Raquel Bispo. A autora tem apenas 8 anos e é natural do Povoado Lagoa Redonda, no município de Itapicuru, Bahia. Atualmente, ela mora em Tobias Barreto, no Sergipe.

Raquel é filha do professor e escritor Roberto Bispo e da comerciante Arilzsa. Ela é irmã de Lucas (11 anos) e Alice (12).

Quem é Raquel? O que ela quer alcançar com seu livro?

Raquel é uma menina alegre que gosta muito de ler e escrever. Ela vai à escola, como qualquer criança nesta idade. No tempo livre, procura ser mais feliz e motiva outras crianças a descobrir o mundo mágico da leitura, divulgando seu livrinho pela cidade em seu carrinho de madeira cor-de-rosa. Raquel visita instituições de ensino e Casas de Idosos, presenteia seu livrinho e também lê suas histórias.

Acredite se quiser, mas a pequena tem uma página na internet e seu perfil está nas redes sociais.  Também já apareceu na tv, participou da Bienal do Livro em São Paulo e foi para o exterior apresentar sua obra. O máximo, não?

A escritora do sorriso contagiante tem muitos sonhos:

Eu quero que as pessoas riam.

Eu gosto de ver os idosos lendo para as crianças e as crianças lendo para os idosos.

Eu espero vender cem mil livros.”

Seu livro “Ninguém Segura Esta Menina” possui 30 histórias, 27 desenhos para colorir e 6 pop-ups. Na dedicatória do livro está escrito “Agradeço a Jesus, ao meu pai, à minha mãe e pronto”.

Quer conhecer a Raquel virtualmente? Então assista às reportagens abaixo:

Vídeo 1

Menina de sete anos e apaixonada por leitura e resolveu escrever o proprio livro G1 Sergipe SE T

Vídeo 2

Achamos no Brasil (TV-Record): Renata Alves encontra a escritora de oito anos e seu carro rosa

Atividade para a sala de aula – Português, Língua Estrangeira

Baixe o material em dois formatos: JPG ou PDF

Copie e use o material em suas aulas, mas cite a fonte, por favor.

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Fonte das fotos

Blog da Raquel Bispo – Blogspot 

A Magia da Literatura de Cordel no Brasil: Origens, Características, Autores, Temas & Xilogravura

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Por: M. Fábia P. V. Willems

Você sabia que 1. de Agosto é dia da Literatura de Cordel? Sabe o que é Cordel? De onde ele vem? Quais são suas características? Pois agora chegou a hora! Aproveite nosso Post para se informar, ouvir os tão famosos versos de nossos escritores mais ilustres. Conheça os temas que mais chamam a atenção nos cordéis do Brasil. Assista aos vídeos selecionados e divirta-se! Extra, preparamos uma lista de sites onde você poderá pesquisas mais sobre o Mundo dos Cordéis. Deixe-se inspirar e, quem sabe, produza também os seus.

Boa leitura e divirta-se!

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A Literatura de Cordel é um gênero literário que chegou ao Brasil através dos portugueses. Esta é uma das mais complexas manifestações culturas. Resumidamente, trata-se de uma história contada em versos.

A vida e a história do povo são relatadas através de poemas de uma forma ritmica, dinâmica e divertida. Os cordéis falam dos mais diversos temas: amor e ódio, conflitos pessoais, injustiças sociais, religião, fatos fantásticos ou paranormais, política e situações do cotidiano. O linguajar costuma ser simples, já que retrata a realidade popular. O uso de termos, considerados vulgares por muitos, não é raro, principalmente quando se fala da sogra, do caloteiro, do sujeito com o qual a mulher o traiu, o político que roubou o dinheiro do pobre, por exemplo.

O nome Cordel se dá ao fato dos poemas serem impressos em folhetos e serem pendurados em um tipo de barbante (cordinha ou cordão) com a ajuda de um pregador. A finalidade era vendê-los ou lê-los e rependurá-los.

Os textos são fabricados praticamente de forma manual pelo próprio autor. Os folhetos têm geralmente 8 páginas, mas podem ter mais, variando entre 8 e 32. As páginas medem, geralmente 11x16cm e são comercializadas pelos próprios autores em feira, pendurados em cordéis. Devido ao baixo custo dos exemplares, poucas editoras se interessam por essa forma de poesia tão especial, infelizmente.

A ilustração dos livretos é feita por uma forma de impressão chamada xilogravura. Essa técnica foi inventada no século VI, provavelmente pelo chineses, foi trazida na Idade Média à Europa e de lá veio parar no Brasil, trazida pelos portugueses, claro.

A xilogravura é um processo muito parecido com um carimbo. Entalha-se um desenho na madeira com um instrumento cortante. Depois é só utilizá-la como matriz e reproduzir a imagem gravada quantas vezes quiser. Normalmente, a impressão é feita com tinta preta.

Foi no nordeste do Brasil que essa forma de literatura se popularizou rapidamente, recebendo características próprias a partir da metade do século XIX.

Quando estiver viajando por cidades turísticas no nordeste brasileiro, não deixe de visitar uma exposição de Cordéis. É muito divertido! Mas você também pode  encontrar os livrinhos por toda parte, até na praia tem vendedores de Cordéis impressos e em áudios. Certamente podemos encontrar Cordéis em bibliotecas por todo o Brasil ou coleções deles em bibliotecas digitais gratuitamente. É só acessar a internet, digitar, por exemplo, o site da Biblioteca Átila Almeida  e pronto. O mundo dos cordéis se abre para nós. Procure por áudios num procuradorde sua preferência e encontre vídeos diversos no Youtube.

Aproveite agora para assistir os vídeos que selecionamos e consulte os sites abaixo para uma pesquisa. Divirta-se!

O que é Literatura de Cordel – YouTube (2:52)

Veja um cordel e como são feitas as xilogravuras dos folhetos de cordel … (7:41)

Literatura de Cordel – Globo rural (44:42)

Cordel “A chegada de Lampião no inferno” (5:45)

Cordel “O nascimento de Jesus, O Natal” (6:18)

Cordel “A ávore do dinheiro” (5:55)

Portas Abertas Brasil Uma Historia Contada em Cordel (8:09)

Cordel ” A moça que dançou depois de morta” (11:09)

O que é a Literatura de Cordel? – Aula com César Obeid (6:52)

Lendo um Cordel

UM CORDEL SOBRE LEITURA – Autor: César Obeid

cordel de César Obeid

cordel de César Obeid

Fonte: prefeitura.sp.gov.br

O LADRÃO E O POLÍTICO – Autor: José Augusto – Esses são de doer.

O LADRÃO E O POLÍTICO
Eu cresci numa família
Que dizia todo dia:
– Pode andar remendado,
Contudo nunca podia
Andar sujo pelos cantos
Essa era a filosofia.

Dica legal: Como fazer Xilogravura

Aproveite a oportunidade para praticar a Arte da Xilogravura! Pode ser sozinha(o), com amigos os alunos. Veja as várias possibilidades para fazê-lo nos vídeos selecioados abaixo:

Forma original (e sofisticada) de fazer Xilogravura

Xilogravura: como fazer? (8:42)

Este vídeo didático é dedicado às pessoas que queiram saber como é feita uma xilogravura. As etapas são explicadas para que iniciantes possam realizar uma xilo. Alguém com mais experiência poderá desenhar (com lápis ou nanquim) diretamente sobre a matriz de madeira. Neste caso, é dispensável o papel vegetal (pois já se terá em mente a inversão da imagem a ser gravada) e o papel carbono. As etapas de lixar e passar goma laca duas vezes são aconselháveis para compensados de madeira que tenham os veios e reentrâncias muito evidentes.

Xilogravura: Arte com Isopor & Guache – Forma simples e rápida!

Aula de Artes numa Escola Pública em São Paulo (1:15)

Como fazer Xilogravura com bandejinhas de isopor do supermercado

Aula de Arte: Xilogravura simples com isopor e Guache (4:15)

Fontes & Dicas de leitura

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Escritora brasileira premiada faz campanha na internet para poder publicar seu livro

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Por: M. Fábia P. V. Willems

Escritora brasileira premiada faz campanha na internet para ter livro publicado

“Um país se faz com homens e livros”

(Monteiro Lobato)

Ter seu primeiro livro publicado, este é o sonho de Viviane Veiga Távora. A poetisa brasileira de Limeriques já teve alguns livros publicados, mas seu xodó, o SEM PÉ NEM CABEÇA, infelizmente ainda não. Ela chegou a vender os direitos autorais da obra para o MEC (Ministério da Educação e Cultura) por cinco anos. O prazo venceu e o livro não publicou um livro premiado. Incrível, não?

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Pois é, agora o jeito é tentar encontrar uma outra solução e, já que estamos na Era da Internet, Viviane decidiu fazer um vídeo e lançar a Campanha de “crowdfunding” para publicar meu livro.

O que é isso? É uma nova possiblidade de realizações de sonhos. Você entra no site, faz uma doação online e garante uma recompensa!

Acredite no poder da leitura e no talento da Viviane.

A publicação do livro seria uma grande vitória para leitores de todas as idades.

 

Conheça a história de Viviane e doe Poesia você também e

colabore com sua campanha!

 

Youtube: Crowdfunding – SEM PÉ NEM CABEÇA 1

 

 

O título original do livro “SEM PÉ NEM CABEÇA” era “PÉ DE ALGUMA COISA PEDE OUTRA”. Esse premiado livro de poesias vai poder ser publicado com a sua colaboração! O valor da campanha prevê a publicação de 1.000 exemplares do livro SEM PÉ NEM CABEÇA, com 49 poemas e 64 páginas. O orçamento será utilizado parao projeto gráfico do livro, a editoração, revisão e impressão dos exemplares.

“SEM PÉ NEM CABEÇA, reúne poemas curtos em torno dos múltiplos sentidos da palavra “pé” ou então da sílaba “pe” conjugada com ou contida em outras palavras para arranjos harmônicos inusitados. Enredado e curioso pela sequência de poemas, fui levado a criar na minha mente múltiplas imagens, como se da sintaxe criativa das palavras brotassem cenas, situações, lembranças, arranjos, etc na minha mente. Algumas dessas imagens me levaram a ser menino novamente e rememorasse a fruição, lá trás no tempo, do livro “Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcellos, e trouxesse do passado para o presente o inesquecível quintal da minha casa do interior, com muitos pés de fruta. E junto com as frutas o gosto. E junto com esse gosto a renovação do prazer da leitura e de tudo o que ela pode fazer conosco. Enfim, “deu pé” ler esse delicioso conjunto de poemas – todos eles têm pé e cabeça e, por isso mesmo, enquanto pés, sinalizam a possibilidade de movimento da nossa imaginação e da nossa infinita capacidade de brincar gostosamente com as palavras. Pá-lavras com pé-lavras – e como!”

(Fabricio Carpinejar)

 

COLABORE COM A CAMPANHA PARA A PUBLICAÇÃO!

O link da campanha do SEM PÉ NEM CABEÇA é este:

http://www.kickante.com.br/campanhas/livro-premiado-sem-pe-nem-cabeca

Você também receberá uma recompensa! Veja ual será diretamente no site da Campanha!

Dicas de Leitura e Pesquisa

Pé de galinha, pé de pato, pé de cachimbo, bicho-de-pé, pé de vento, pé-frio, pé de uva com pitanga, pode pé de limerique?
Pé de Limerique - Nova Ortografia - Viviane Veiga Távora (8578882636)

Limerique é um tipo de poema curtinho e divertido, com cinco versos rimados, e que costuma tratar de temas sem pé nem cabeça.

Escrito por Viviane Veiga Távora e ilustrado por Carla Irusta, este livro reúne limeriques que brincam com os sons e os vários sentidos da palavra “pé”.

 

 

 

 

 

  • Livro MARELIQUES DA PRAIA LOUCA, publiquei com apoio do Edital de Publicação de Livros do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Ilustrado pelo Walyher Moreira Santos.
  • Livro O DECIFRADOR DE POEMAS, vencedor do II Concurso CEPE de Literatura Infantil e Juvenil, publicado pela Companhia Editora do Pernambuco. Ilustrado pelo Rodrigo Aguiar.
  • Livro CORDEL DE SANTA TERESINHA, vencedor do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, do Ministério da Cultura, publicado pela Editora Cultor de Livros, sendo que 2000 exemplares foram doados para Associação Aliança de Misericórdia (www.misericordia.com.br). Ilustrado pela Simone Mathias.
  • Livro PÉ DE LIMERIQUE, publicado pela Editora Panda Books. Ilustrado pela Carla Irusta. Meu primeiro livro publicado por uma editora comercial, iupi!
  • Livro LIMERIQUES TRAVA-LÍNGUAS, selecionado pelo PNLD – Alfabetização na Idade Certa, do Ministério da Educação. Publicado pela Editora Panda Books e ilustrado pela Larissa Ribeiro.
  • Livro LUGAR DE BICHO, selecionado pelo PNLD – Alfabetização na Idade Certa, do Ministério da Educação. Publicado pela Editora Panda Books e ilustrado pela Clara Gavillan.
  • Livro O SUMIÇO DO TEMPO, publicado pela Editora Panda Books e ilustrado pela Suryara.

 

Links legais:

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Viviane Veiga Távora | Facebook

varal de casa – Viviane Veiga Távora

Prêmio Tatiana Belinky de Limeriques 2014 – Vídeo 1 …

Dez livros para conhecer o Limerique – Educar para Crescer

Livro de jornalista brasileira faz sucesso na Alemanha e vira filme!

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Você já ouviu falar do livro da brasileira Adriana Nunes “Nur die Edelsteine kommen aus Brasilien” (Brasilianer in Deutschland)? O livro fez tanto sucesso que agora vai virar filme! Leia mais sobre Adriana, seu livro, o filme e sobre os brasileiros na Alemanha! Onde? No artigo do Blog da jornalista brasileira Cristiane Wendel logo abaixo. Boa leitura!

Nur die Edelsteine kommen aus Brasilien”, em português : „Somente as pedras preciosas vêm do Brasil”. Este é o título do livro da escritora e jornalista brasileira Adriana Nunes que mora nas terras germânicas há mais de 20 anos. No livro a autora apresenta 31 histórias reais de brasileiros que vivem ou viveram na Alemanha. São eles políticos, empresários, músicos, jogadores de futebol, dançarinos, estudantes, intercambistas, são brasileiros de todas as classes sociais, de todas as partes do Brasil em diferentes cidades da Alemanha.

Imigração, choque cultural, integração cultural, saudades da pátria, frustrações, clichês, preconceitos, busca da identidade cultural. Amores e desilusões, estudo, amizade e trabalho em terra “estranha”. Estes são alguns dos temas abordados no livro. ” É um caleidóscopio de experiências distintas, mas todas igualmente ricas”, afirma Adriana Nunes.

O livro que teve a sua publicação em 2001 ganha espaço no cinema alemão. Adriana…

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