“Receita de Ano Novo”, do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade (Brasilianisches Neujahrsgedicht)

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Por: M. Fábia P. V. Willems

 

Querida leitora,

Querido leitor,

Feliz Ano Novo!

Como todos os anos, acordamos no primeiro dia do ano e começamos a fazer novos planos. São tantas coisas que queremos realizar ainda. Não é mesmo?

Como sabemos, o melhor é focar nas coisas mais importantes. Nada de fazer uma lista gigantesca de objetivos. Vamos tentar ser mais realistas desta vez! Exageros só levam à frustrações.

Para nos ajudar nesta tarefa, o grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade nos deixou a receita abaixo.

Boa leitura, boa sorte e sucesso em tudo!

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Inverno com Amor, Neve & Poesia (Winter mit Liebe, Schnee & Poesie)

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Por: M. Fábia P. V. Willems

Inverno com Amor, Neve & Poesia (Winter mit Liebe, Schnee & Poesie)

Você gosta do inverno, da magia que a neve, a poesia e a fotografia tem? Então vai gostar deste Post. Poesias em Português e Alemão, assim como fotos do inverno na Alemanha fazem parte desta pequena seleção. Seguem também dicas de leitura e de dicionários online, caso você queira traduzir as poesias.

Boa leitura!


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Poesias em alemão

 

SCHNEE

Wenn der Schnee auf Wald und Garten fällt,
Ist es nur ein leichtes Ruhedach,
Unter dem ermüdet diese Welt
Eine Weile schläft. Bald wird sie wach.

Wenn der Tod mir Blut und Glieder stillt,
Sprecht mit Lächeln euer Trauerwort!
Still in Trümmer sinkt ein flüchtig Bild;
Was ich bin und war, lebt fort und fort.

SCHNEE

Wenn der Schnee auf Wald und Garten fällt,
Ist es nur ein leichtes Ruhedach,
Unter dem ermüdet diese Welt
Eine Weile schläft. Bald wird sie wach.

Wenn der Tod mir Blut und Glieder stillt,
Sprecht mit Lächeln euer Trauerwort!
Still in Trümmer sinkt ein flüchtig Bild;
Was ich bin und war, lebt fort und fort.

Gedicht von Hermann Hesse /
Rezitation: Ulrich Gebauer /
Piano: Ralf Schink – Bass: Willi Macht /
Video: psyformance /

 —–x—–

DER ERSTE SCHNEE 

Ei, du liebe, liebe Zeit,
ei, wie hat´s geschneit, geschneit!
Rings herum, wie ich mich dreh´,
nichts als Schnee und lauter Schnee.
Wald und Wiesen, Hof und Hecken,
alles steckt in weißen Decken.

Und im Garten jeder Baum,
jedes Bäumchen voller Flaum!
Auf dem Sims, dem Blumenbrett
liegt er wie ein Federbett.
Auf den Dächern um und um
nichts als Baumwoll´ rings herum.

Und der Schlot vom Nachbarhaus,
wie possierlich sieht er aus:
Hat ein weißes Müllerkäppchen,
hat ein weißes Müllerjöppchen!
Meint man nicht, wenn er so raucht,
dass er just sein Pfeifchen schmaucht?

Und im Hof der Pumpenstock
hat gar einen Zottelrock
und die ellenlange Nase
geht schier vor bis an die Straße.
Und gar draußen vor dem Haus!
Wär´ nur erst die Schule aus!

Aber dann, wenn´ s noch so stürmt,
wird ein Schneemann aufgetürmt,
dick und rund und rund und dick,
steht er da im Augenblick.
Auf dem Kopf als Hut ´nen Tiegel
und im Arm den langen Prügel
und die Füße tief im Schnee
und wir rings herum, juhe!

Ei, ihr lieben, lieben Leut´,
was ist heut´ das eine Freud´!

Friedrich Wilhelm Güll 
(deutscher Dichter,1812-79 )

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Poesias em Português

 

BALADA DA NEVE

Vídeo: Poema recitado em Português Europeu

 

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração

Augusto Gil, Luar de Janeiro

(Poeta português,1873-1929)

—–x—–

 

 


MAGIA DA PRIMEIRA NEVE 

A neve chega devagar,

veste de noiva árvores desnudas,

desperta almas quase mudas.

Assim vem ela:

devagarinho

açucarando de magia

o inverno em tua vida

com amor e poesia.

(Fábia Willems)

—–x—–

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A Lenda da Mandioca (Die Legende des Manioks)

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Por: M. Fábia P. V. Willems

Os povos indígenas brasileiros contam e recontam a lenda que deu origem a um alimento fundamental na cadeia alimentícia do índio e de muitos pratos brasileiros: a mandioca.

Do arbustro  aproveita-se a raiz e as folhas para fazer numerosas receitas.

Mas de onde vem a mandioca? Qual sua origem?

Segundo a cultura indígena, sua origem é mística.

Encontrei algumas versões sobre a origem da mandioca e vou recontar duas delas.

Seria muito interessante visitar uma aldeia indígena, pedir para um índio de verdade contar essa história e reescrevê-la do seu jeito depois. Será uma experiência única.

Para saber mais sobre as tribos indígenas do Brasil assista ao documentário selecionado.

Boa leitura e boa viagem!

 

 

 

A Lenda da Mandioca

lenda_da_mandioca

1ª. versão:

Conta-se que uma índia teve uma linda filhinha chamada Mani. Após um ano de vida, a pequena morreu. No local em que ela foi enterrada, nasceu uma bonita planta. A mãe chamou-a de maniva, em homenagem à filha. Os índios passaram a utilizar a tal planta para fabricar farinha e cauim, uma bebida de gosto forte. A planta ficou conhecida então como mandioca, mistura de Mani e oca (casa de índio). Tornou-se um símbolo de alegria e abundância por ser tão útil – das folhas às raízes – aos índios.

2ª. versão:

Em épocas remotas, a filha de um poderoso tuxaua foi expulsa de sua tribo e foi viver em uma velha cabana distante por ter engravidado misteriosamente. Parentes longíquos iam levar-lhe comida para seu sustento, assim a índia viveu até dar a luz a um lindo menino, muito branco o qual chamou de Mani. A notícia do nascimento se espalhou por todas as aldeias e fez o grande chefe tuxaua esquecer as dores e rancores e cruzar os rios para ver sua filha. O novo avô se rendeu aos encantos da linda criança a qual se tornou muito amada por todos. No entanto, ao completar três anos, Mani morreu de forma também misteriosa , sem nunca ter adoecido. A mãe ficou desolada e enterrou o filho perto da cabana onde vivia e sobre ele derramou seu pranto por horas. Mesmo com os olhos cansados e cheios de lágrimas ela viu brotar de lá uma planta que cresceu rápida e fresca. Todos vieram ver a planta miraculosa que mostrava raízes grossas e brancas em forma de chifre, e todos queriam prová-la em honra daquela criança que tanto amavam. Desde então a mandioca passou a ser um excelente alimento para os índios e se tornou um importante alimento em toda a região.

3ª. Versão: A história que você ouviu de um índio de verdade:

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4ª. Versão: A Lenda da Mandioca em vídeo

Créditos: TV TINDO LELÊ – Rúbia Mesquita

 

Resumindo…

O nome “mandioca” significa…

Mani = nome do índiozinho ou indiazinha
Oca = casa índigena
Mandioca = casa de Mani

 

 

Veja também: “Índios do Brasil”

A maioria dos brasileiros não sabe muito sobre os índios de seu próprio país. Eles lutaram contra a violência e as inúmeras doenças do branco. Sobreviveram à massacres, suportaram muitas humilhações e vivem, hoje, em sua maioria em extrema pobreza. Sua cultura deveria ser mais protegida e estudada. Muitas dos problemas da sociedade moderna e a cura de muitas doenças podem estar escondidas, não só na floresta, mas também no conhecimento milenar dos nativos do Brasil. 

Vamos aprender com eles! Que tal assistir a um documentário sobre os Índios do Brasil?

Você vai adorar! Confira!

 

Documentário – Índios no Brasil [serie completa – 2 hs 57 min]

Créditos: SEF SEED & FUNDESCOLA

 

Documentário Índios no Brasil

1. Quem são – 00:00 min 2. A língua – 17:00 min 3. Boa viagem, Ibantu – 37:00 min 4. Quando Deus visita a aldeia – 54:00 min 5. Uma outra história – 1:10:00 6. Primeiros Contatos – 1:26:00 7. Nossas Terras – 1:44:00 8. Filhos da Terra – 2:05:00 9. Do outro lado do céu – 2:22:00 10. Nossos direitos – 2:40:00

 

Leia também:

Indianer in Brasilien(Índios em foco) – Em Português!

A Mandioca na Cultura Brasileira (Origens, Lendas & Receitas)– Em Português!

 

 

Fontes

http://www.klickeducacao.com.br/conteudo/pagina/0,6313,POR-882-4564-,00.html

http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3198730

http://letras.mus.br/guerreiros-mura/684333/

http://www.qdivertido.com.br/verfolclore.php?codigo=11

Lendas Folclóricas: Mandioca