POLÊMICO² | Olímpíadas Rio2016: Quem voou no primeiro Avião? Santos Dumont ou um dos irmãos Wright?

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Por: M. Fábia P. V. Willems

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O “POLÊMICO²” de hoje começa com a discussão gerada pela Abertura dos Jogos Olímpicos no Brasil: o Rio2016.

O evento reacendeu o debate sobre o verdadeiro o inventor do primeiro avião a motor a cortar os céus.

Quando uma réplica do Avião  14Bis cruzou os céus cariocas cheio de estrelas e ouviu-se no Maracanã, em tom alto e claro, que o brasileiro Santos Dumont é o Pai da Aviação, milhões de americanos ficaram estarrecidos! E eles não foram os únicos.

Por quê?

Porque, para eles, assim como para a maioria do planeta, os inventores são dois irmão americanos, os Wright.

Brasileiro x Americanos

Esta história de quem voou primeiro  já éantiga. Segundo especialistas no assunto, não há provas suficientes para dar todas as honras a um ou a outro.

Imagine a confusão que deu quando a imprensa internacional começou a publicar as afirmações dos brasileiros durante e após a noite de abertura dos jogos olímpicos!

Inclusive, já vivenciamos esta polêmica aqui na Alemanha há anos atrás durante num encontro com amigos. Foi um bafafá daqueles. De um lado, alemães incrédulos, achavam que os brasileiros de plantão tinham enlouqecido e não paravam mais de rir; do outro, brasileiros ofendidos tentando argumentar e explicar detalhes sobre aginealidade de Dumont.

 

E agora? Quem voou no primeiro avião a motor afinal de contas? Santos Dumont ou um dos irmãos Wright?

Para nós, brasileiros, foi sem dúvida, Alberto Santos Dumont. Os irmãos americanos Wright podem até ter voado anos antes sim (em 1903 e em 1905), porém não havia testemunhas no local, só uns empregadinhos deles. Tiraram uma foto do avião em pleno voo sim, tentando comprovar a faceta, só que usaram uma catapulta para lançar a aeronave aos céus.

Pera aí! Lançada por uma catapulta até pedra voa!

Mas tem gente que não se conforma com a façanha do mineiro Dumont em solos franceses. Ele sim, saiu do solo sem ajuda de terceiros, cruzou os ares com sua invenção na frente de um monte de gente.

Só que lá nos Estados Unidos o papo é outro. Esta semana um atleta americano, que participa das Olímpiadas atuais, postou um twitter  indignado logo depois da abertura dos jogos, dizendo que os brasileiros tinham enlouquecido. Conclusão: virou mais um meme da internet. Os twitterios brasileiros não perdoaram Trevor, ofendendo-o de tudo que podiam, mas não deviam (clique na imagem para ver os comentários).

Imagine que até os alemães entraram nesta briga um dia desses! Segundo artigo publicado em 2014 no renomado jornal alemão “Welt“, o primeiro a voar num avião a motor (Motorflugzeug) foi Gustav Weißkopf. E os historiadores dizem poder provar para tal afirmação.

Gustav Weißkopf – Alemão inventor de aviões

Sendo assim, podemos concluir que a maior polêmica Aviação Internacional continua e ainda vai fazer muita gente cuspir fogo durante as calorosas discussões mundo afora. O jeito é nos preparamos o melhor possível para não fazermos feio nessa hora e defender nosso amigo brasileiro, inventor, sangue bom, mineiro: Santos Dumont.

Agora assista aos vídeos com documentários especiais que selecionamos e leia também alguns artigos interessantes em português e alemão. Fale lembrarque os sites que levam a Wikipedia podem ser lido em diversas línguas.

Vamos deixar americanos, alemães, ingleses e os demais loucos 😉 E viva Santos Dumont!

 

 

Dicas de Leitura & Pesquisa sobre a Avião

 

Vídeos legais

Documentario História da aviação – [parte1de5] – YouTube

 

Santos Dumont – O Homem Pode Voar – Documentário – YouTube

  de F O R Z A  (59:00)

 

 

Artigos legais em português

 

Artigos legais em alemão (Auf Deutsch)

 

Glossários da Aviação (Consulte-os online!)

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Abertura das Olimpíadas Rio2016 & “A Flor e a Náusea” de Carlos Drummond

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Por: M. Fábia P. V. Willems

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A Abertura das Olimpíadas Rio2016 foi tecnologicamente pomposa, cheia de ritmo, luzes e cores, mostrando também preocupação ambiental e alguns versos emocionantes de “A Flor e a Náusea” do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade.

Os organizadores do grande show gastaram o dinheiro que não tinhamarl, mas tentaram investir cada centavo para mostrar um Brasil pós-moderno, jovem,  livres de preconceitos racionais ou musicais e que, apesar da grande crise assoladora, continua acreditando no futuro.

Com as emoções à flor da pele,  os sentimentos dos brasileiros divergem entre si: uns são só elogios, outros só repulsa. Há quem tenha adorado a apresentação, mas também quem a considere ridícula. Tudo ostentação? Seja qual for a sua opinião a respeito, consideremos só esta última palavra: Respeito. Tenhamos respeito pelos atletas, amigos e familiares que são fãs do evento!

O ódio está dizimando o que existe de melhor dentro de nós! Por isso, assim  como a flor no poema de Drummond, o amor precisa voltar a brotar dentro de nós.

Segue o poema na íntegra para não nos esqueçamos quem somos, desta vez recitado por um grande ator: Carlos Vereza.

Emocione-se você também!

 

Vídeo: Vimeo.com

 

A flor e a náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade,
Publicado em “A Rosa do Povo” (1945)

 

 

Nossas dicas de hoje:

 

Leia a Biografias de Carlos Drummond de Andrade

Nome:
Carlos Drummond
de Andrade

Nascimento:
31/10/1902

Natural:
Itabira – MG

Morte:
17/08/1987

 

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